Três princípios que guiam qualquer projeto, no trabalho ou por hobby.
Processos repetíveis para verificar entregas geoespaciais antes da aprovação, reduzindo revisão manual e melhorando a rastreabilidade.
Automação que converte conjuntos de dados complexos em informação estruturada, com eficiência, rastreabilidade e qualidade.
Métodos espaciais para organizar problemas territoriais complexos e apoiar decisões em segurança pública, educação e gestão ambiental.
Geógrafo · Especialista em Inteligência Geográfica · Rio de Janeiro
Se tem um fio que conecta minha trajetória, desde as cartas de campo da Telemar até hoje, é esse: pegar dado espacial bruto e complexo e transformar em algo confiável, rastreável e que alguém possa usar para decidir. A história completa está na trajetória logo abaixo.
Capco
Voltei ao setor de óleo e gás, dessa vez apoiando o licenciamento ambiental e a governança de dados geoespaciais das operações offshore da Petrobras. Uso Python no ArcGIS Pro para automatizar a validação técnica de entregáveis de contratados e gero relatórios que sustentam decisões de aceitação e rastreabilidade.
Lastro-RJ
Idealizo e desenvolvo o Lastro, uma análise interativa sobre violência armada e segurança pública no Estado do Rio de Janeiro. Um recorte mais aprofundado cobre a região metropolitana, com radar de ocorrências por endereço e detecção de aglomerados espaciais via Getis-Ord Gi* sobre grade hexagonal; outro painel usa estatística oficial para cobrir o estado inteiro. Construído sobre dado público, atualizado diariamente.
Estácio
Buscando ampliar horizontes e abrir espaço para um novo posicionamento profissional, comecei a graduação tecnóloga em Gestão de TI, concluída recentemente.
COPPE / UFRJ
Durante a passagem pelo MPRJ, fiz o MBA com foco em Big Data, aproximando a geotecnologia da ciência de dados.
Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ)
Foi onde amadureci de verdade. Nove anos numa equipe multidisciplinar de ciência de dados, dando suporte a segurança pública, educação, proteção ambiental e governança territorial. Construímos produtos de inteligência espacial, painéis de controle, fluxos de automação e ETL. Fui também fiscal técnico do contrato de ArcGIS Enterprise, o que me obrigou a entender não só como fazer, mas como garantir que o que é entregue está certo.
ACV Tecline
Um ano com o outro lado da moeda: modelagem de dados, banco de dados, infraestrutura. Curto, mas mudou minha forma de enxergar SIG: deixei de ver um software de mapas e passei a ver um sistema de dados que precisa ser bem construído por trás.
Fototerra
Apoio ao monitoramento ambiental e ao licenciamento das operações offshore da Petrobras. Foi ali que aprendi, na prática, que um mapa não é só um desenho de território.
Um mapa é um documento que sustenta decisão, que precisa aguentar auditoria, que precisa estar certo.
UFRJ
De volta ao Brasil, fiquei envolvido em projetos pela UFRJ até receber o convite da Fototerra.
Universidade Nova de Lisboa
Em 2011 comecei um mestrado em Geotecnia na COPPE e, ainda no primeiro semestre, já sabia que tinha sido um erro: com bacharelado em Geografia, as vagas daquela área pediam engenharia. Larguei, me candidatei à Nova de Lisboa e fui aceito. Cursei o mestrado em Portugal, voltei ao Brasil no fim de 2012 para escrever a dissertação na UFRJ e retornei a Portugal em 2013 só para a defesa.
UFRJ
Entrei na UFRJ em 2006 e me formei no fim de 2010, agora sabendo o nome daquilo que eu já fazia antes da faculdade.
Contax · serviço para a Telemar
Antes mesmo de entrar na faculdade eu já trabalhava com geoprocessamento, só não sabia que aquilo tinha esse nome. Minha função era pegar as cartas de campo com o mapeamento das caixas de telefone espalhadas pela cidade e levar aquilo para o computador. Foi meu primeiro contato real com dado territorial. Larguei no ano seguinte, para começar a graduação.
Do mundo profissional e dos projetos pessoais.
Python Toolbox para ArcGIS Pro que audita File Geodatabases e GeoPackages, aplicada a projetos de monitoramento de fauna. Executa verificações automáticas de metadados, sistema de referência (EPSG), encoding, tipagem de campos, padronização de conteúdo textual e integridade de anexos (ATTACH/ATTACHREL), classificando cada achado por criticidade. Gera relatórios HTML portáteis e autocontidos, com identidade visual corporativa aplicada, prontos para compartilhamento sem dependência de servidor.
Antes de qualquer entrega seguir para análise, o FerretBOT reprocessa cada camada dentro do ArcGIS Pro e devolve um relatório único, pronto para leitura.
Um Geodatabase ou GeoPackage chega pronto para revisão, ainda dentro do ambiente do ArcGIS Pro.
Cada camada passa por quatro frentes de verificação, em paralelo, sem etapas manuais.
Antes de qualquer alerta virar problema, um conjunto de heurísticas reconhece campos de coordenadas, textos livres e escalas codificadas, e evita marcar como erro o que é só uma particularidade legítima do dado.
O resultado de cada verificação entra numa escala de quatro níveis, deixando claro o que exige correção e o que é só um ajuste de forma.
Tudo isso vira um relatório HTML autocontido, com identidade visual própria, pronto para abrir em qualquer navegador e enviar para quem precisa decidir.
Ferramenta geoespacial para automatizar a classificação de complexidade socioambiental de blocos exploratórios de óleo e gás, onshore e offshore, com base nos normativos da ANP e na legislação ambiental brasileira (CONAMA, MME/MMA). O pipeline processa dezenas de camadas de referência padronizadas, aplicando critérios de distância, intensidade de área e biodiversidade em uma lógica de agregação conservadora e auditável. A solução acelera a decisão técnica preservando o julgamento do analista em etapas críticas.
Geoprocessamento e classificação resolvidos com engenharia própria. A IA entra apenas na última camada, a redação do relatório, sempre com revisão humana no fluxo.
Engenharia própria
Geodatabase corporativo (SDE) consolidando as camadas geoespaciais num repositório único
Condição necessária para o processo rodar de forma automatizada, padronizada e replicável
Python / ArcPy sobre ArcGIS Pro orquestrando toda a análise via script
Cálculo de distância e sobreposição, camada por camada
Gravação direta em geodatabase, sem etapas manuais
Regras de negócio aplicadas sobre dados já calculados
Sem novo geoprocessamento, só leitura da base
Iteração de parâmetro em minutos, não em horas
Modelo executado em servidor local, sem conexão com serviços externos, preservando a confidencialidade das informações
Parte apenas de dados já validados nas camadas anteriores
A IA estrutura o HTML / documento, não decide resultado técnico
Observatório de segurança pública do Rio de Janeiro que cruza registros de violência armada do Fogo Cruzado com as estatísticas oficiais do ISP-RJ. Oferece índice de risco por localização, mapas interativos (incluindo coroplético por batalhão e delegacia), rankings, análises de sazonalidade e variação, e exposição de escolas à violência, cobrindo da Região Metropolitana ao estado inteiro.
Plataforma de educação cívica e análise geoespacial sobre a política eletiva do Rio de Janeiro, com dados reais do TSE e do IBGE. Oferece o papel de cada cargo eletivo, perfil demográfico do eleitorado por zona e por bairro, e o curral eleitoral de cada candidato (mapa de calor, dominância por zona, comparação entre candidatos e hotspot estatístico), cobrindo os 92 municípios do estado.
De levantamentos de cartas de campo, de postes para o computador, a quase vinte anos depois automatizando validação técnica de dados geoespaciais em Python e LLMs.
Geógrafo de formação, engenheiro de dados na prática.
Trabalho na fronteira entre território, dados e decisão.